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“Conserva tranquilo o teu coração, na plenitude da paz!”

Frequentemente as pessoas tentam viver suas vidas ao contrário: tentam possuir mais coisas, ou mais dinheiro, para poderem fazer mais daquilo que gostam, para que assim possam ser mais felizes. Mas na verdade a vida não funciona assim. Primeiramente você precisa ser quem realmente é, para então fazer o que realmente deve ser feito, para ter o que deseja.

Cientistas, pesquisadores, pensadores e profissionais contemporâneos de áreas distintas, cada vez mais, confirmam o que os sábios e os escritos sagrados da Antiguidade já ensinaram há milhares de anos atrás: seja quem você é. Tenha consciência e honre aquilo que você nasceu para ser, o seu propósito, a sua missão. Seja pleno (a), presente, aqui e agora. Por inteiro. Porque isso eleva o seu espírito, a sua vibração.

Pode parecer ousadia ou sonho. Mas não é nada disso. Acredite ou não, viver em sintonia com a nossa natureza, a nossa verdade, a sabedoria inata de amor do coração é muito menos complicado e bem mais simples e natural do que estar em um papel que não dialoga com a nossa essência.

O britânico Ken Robinson, autoridade em criatividade e educação, também defende isso. Ele afirma que à medida que o mundo vai evoluindo, cada vez mais o futuro de nossas comunidades e instituições dependerá de um elemento-chave. Mas o que é isso?

É o lugar onde o que você gosta de fazer se encontra com o que você faz bem. É tornar-se consciente dos seus talentos, paixões, aptidões, vocações e investir neles. É alinhar seu estilo de vida e trabalho às profundas intenções que dão significado à sua existência. É estar em harmonia e absoluta sintonia com sua verdade, guiado pela sabedoria inata de amor do coração.

Mas como isso pode parecer tão equivocado? Sendo que deveria ser algo natural, mas parece ser tão difícil e complicado?

A resposta é simples: desconexão. O homem como sociedade se distanciou da natureza e deixou de se relacionar com o céu,  seu entorno e também seu céu interior. Assim, foi deixando de ouvir a sabedoria do coração e desaprendeu a viver plena, criativa e sabiamente. Com todo o coração e a reconhecer toda a beleza, força e potencialidades que reside em seu interior. Seu espírito enfraqueceu, e passou a viver como um morto-vivo sem brilho no olhar e alegria alguma no coração. Passou a ser Indiferente à vida.

Como mudar isso? Como (re)conectar?

Escutando o seu coração, é claro!  Porque ele é quem, acolhe e guarda a sabedoria e amor que nos habita – o divino em nós, a nossa verdade, o nosso espírito. Por meio dele, nos conectamos à nossa voz interior e compreendemos as necessidades e anseios de expressão da alma e fazemos escolhas que honram e fortalecem o espírito. Enfim nos conectamos à nossa natureza mais autêntica.

Já reparou nisso… Nestes tempos contemporâneos, a leveza de espírito, e não a do corpo, é o que vem se tornando o novo sexy… observe. Nos últimos tempos, cada vez mais ouvimos testemunhos de que o que seduz e atrai não são só corpos bonitos e sarados. Sim, eles ainda chamam atenção e são sempre bem-vindos, mas o que magnetiza e conecta, de fato, é a confiança de quem está em sintonia com a sua verdade, com o próprio poder, que se aceita como é, não esconde os pontos vulneráveis, sabe rir das imperfeições e, assim, se torna leve.

Quando aceitamos a nossa natureza, exatamente como somos, acolhemos nossas deficiências e as dos outros, bem como as situações que a vida vai apresentando – tipo, cair na escada ao receber um Oscar. E nos conectamos ao que de melhor nos habita e acrescenta em nós. Isso nos leva a amar com todo coração quem somos.

Aí, o resto é conseqüência.

Naturalmente vamos despindo os excessos de críticas, de cobranças, de dogmas, de controles até chegar à nudez total ao abandonar o algoz ‘tenho que’, com toda a pressão que ele traz em si.

Aceitando a nossa essência, a nossa natureza, nos conectamos ao nosso melhor e, assim, ao nosso poder pessoal, à confiança em nós mesmos e na vida. E disso nascem as opções autênticas, que o cérebro associa ao prazer e à alegria que atribuem significado às nossa escolhas, dão sentido para a vida. Assim a consciência libertadora, surge, então, deliciosa e radiante revelando a leveza de ser. Um poderoso e almejado estimulante. Um antídoto. Uma cultura onde gente autêntica e segura de si, conectada às forças da sua natureza, se torna símbolo e objeto de desejo.

Não há nada mais poderoso e melhor nessa vida do que ser nós mesmos. Trabalhe o seu propósito de vida. ‘A alegria é a essência de ser você mesmo. Quando fazemos o que nos faz sentir bem, a alegria flui e é contagiante.

Enfim olhe-se pra dentro, dialogue com a sua natureza, com a sua verdade e viva com todo coração.

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