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“É surreal, é crítico, é intenso, é nosso coração tentando encontrar plenitude em algum sentimento”

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No mundo de superficialidade e banalidade do todo em que vivemos, muitos andam preferindo a surrealidade, afinal, de nada adianta a beleza, a maquiagem, a roupa de marca, as exibições, se no fim, o que queremos encontrar é o essencial que é invisível aos olhos.

Mas você deve estar se perguntando… Mas o que é surreal? Vou explicar: as principais características do surrealismo são o irracionalismo, incoerência, negação de qualquer coisa lógica e a valorização de qualquer forma de expressão derivada do inconsciente, dos instintos, do abstrato e do sonho, ou seja, qualquer coisa que vá pelo irracional e imaginativo. Algo que escapa de qualquer conceito de nossa realidade, explica a sua relação com o nome “surrealismo”.

A verdade é que não adianta tantos exibicionismos se o valor que mais procuramos no íntimo não está nisso. Muitas das coisas que desejamos estão além do realismo ou realidade, ou seja, é muito difícil de se encontrar o que realmente se busca na realidade, talvez por isso, nos interessemos tanto no mistério no desejo de encontrar as coisas mais difíceis.

É a tentativa do nosso coração encontrar plenitude em algum sentimento que realmente nos complete, mas que é muito difícil de se encontrar ou ter.

Para uma sociedade surrealista, a verdade está sempre escondida dentro daquilo que não é possível se explicar ou expressar com palavras, em todo contexto que se foge da realidade. Por esse motivo, frequentemente os escritores do movimento surrealista usavam as imagens para expressar as mais variadas emoções.

Por exemplo, o amor é surreal… Tão abstrato, contraditório, confuso… Vagueia na ideia de que temos de uma coisa que achamos bonita, mas não sabemos sua forma, ele não passa de um sonho e não condiz com a realidade, e é difícil não cair em contradição ao tentar explicá-lo.

Também podemos fazer uma comparação com a nossa própria vida, em que batalhamos tanto para ter algo, mas no fundo, mesmo com as conquistas, você não pode ter tudo, pois, nem tudo poder ser concretizado, como por exemplo: de nada adianta o dinheiro se o que tem valor não tem preço, de nada adianta ter tempo se não se tem disposição para aproveitar ele, de nada adianta querer por dois se um não quiser, de nada adianta ir a uma linda viagem se a pessoa que você mais quer não pode ir com você, ou seja, nem tudo depende ou pode ser realizado somente por nosso próprio querer.

Mas talvez, o que poderia ter sido concretizado, você pode ter tido até a chance, mas não o concretizou quando podia. Talvez na escuridão o invisível salte aos olhos, talvez na dificuldade se descubra o real valor, talvez na privação se dê valor ao que já se teve, talvez o silêncio grite, talvez seu melhor não seja suficiente, talvez ser suficiente não seja o melhor, pois quem quer superar, preencher, transbordar não espera solução pronta.

Enfim, a verdade é que de nada adianta o supérfluo se não se tem o essencial!

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