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“Procure a felicidade verdadeira, não aquela do consumismo, mas aquela que embeleza a sua alma.” (Michelle Meneses)

Alegria, prazer ou consumismo?

De maneira geral todas as pessoas gostam de  fazer compras. É gratificante sentirmos merecedores de presentes que nos damos, porém, algumas pessoas quando estão solitárias, angustiadas, insatisfeitas ou nervosas, acabam saindo para fazer compras como uma forma de esquecer ou ter um alívio prazeroso por alguns instantes sem se atentar ao consumismo.

É nessa hora que não se pode perder o senso crítico e agir por compulsão, visto que, passado o instante da compra e a alegria da novidade, você acaba voltando a sensação de insatisfação. É a compulsão de comprar, que serve apenas de paliativo e te desvia momentaneamente de seus verdadeiros problemas e da verdadeira causa de insatisfação.

É necessário controlar, pois muitas pessoas vivem permanentemente em estado de compulsão consumista, compram por comprar e estão sempre em busca de novidades. Adoram se distrair e passear em lojas e shopping centers, sentem-se felizes fazendo compras,  não se cansam das aquisições fazendo com que isso se torne vício.

Quando chega nesse estágio, o problema é mais sério, revela que a pessoa carrega uma insatisfação crônica e pode estar transferindo para os objetos comprados uma grande carência que sente em relação às outras pessoas e estar tentando dar a si mesma o afeto que não se sente capaz de receber e nem de dar.

O consumismo serve apenas de paliativo momentâneo, tornando a pessoa consumista que acaba entrando em um círculo vicioso e continua sempre insatisfeita, isso porque ela está fugindo de um problema interior e sendo assim a causa continua sem a solução do problema.

Diversas são as razões que levam as pessoas a sentirem essa insatisfação crônica. Pode ser uma história passada de privações ou necessidades e quando a pessoa melhora de vida procura descontar no consumismo, criando uma espécie de diálogo com as insatisfações de seu passado.

Outras usam o consumismo para se sentir importantes e poderosas, ostentar suas posses, ou até mesmo se sentirem paparicadas. Difícil é quando a pessoa não tem dinheiro e  acaba se endividando para sustentar o consumismo. Acaba fazendo crediário e gastando até o dinheiro que ainda vai ganhar e mais grave ainda é quando o consumismo leva as pessoas a cometerem o roubo, perdem a própria reputação, por não conseguir controlar o impulso de comprar.

O consumismo é um desequilíbrio. E para superá-lo é necessário se organizar por dentro e por fora, fazendo o possível para substituir as coisas negativas por coisas boas. Afinal, nós estamos em um mundo imperfeito para conquistar a felicidade, para lutar por ela, então não se engane pelos caminhos ilusórios do consumismo, seja forte compre o que realmente for preciso, que te alegre, mas que não lhe cause dívidas e problemas.

A realidade é que o consumismo é a busca de uma felicidade que nunca é encontrada.O verdadeiro caminho para felicidade está na sabedoria em lidar com as limitações da vida, só assim alcançará a vitória de momentos plenos de alegria.   

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