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Extraordinário

“A grandeza não está em ser forte, mas no uso correto da força. Grande é aquele cuja força conquista mais corações pela atração do próprio coração”.

Que tal começar o ano com uma lição de vida? Em exibição ainda em 2018 o filme “Extraordinário”, estreado em 2017, continua em alta com a história que é cheia de momentos divertidos e emocionantes que está fazendo muita gente ficar com água nos olhos, na verdade chorar!

Vale a pena assitir. A história trata de um garotinho que nasceu com uma deformidade facial e precisa ir para a escola onde irá se deparar com o bullying, preconceito e autoaceitação, temas difíceis de lidar para qualquer pessoa.

É difícil conter as lágrimas praticamente desde o início do filme, mas os motivos para tanta emoção são outros. O filme nos faz sentir na pele as sensações de Auggie (Jacob Tremblay), o protagonista, e nem é preciso ter alguma deficiência física para isso. Afinal, todo mundo quer ser extraordinário, e a sociedade encontra muitos jeitos de impedir que isso aconteça.

No filme, Auggie é fã de Star Wars e passou anos sendo educado em casa, até que sua família resolve matriculá-lo em uma escola regular, porém ele fica apavorado só de imaginar conviver com outras crianças, visto que, elas não conseguem disfarçar a reação ao ver seu rosto, fazendo comentários desagradáveis. Mas, mesmo assim, Auggie acaba enfrentando os difíceis dias de aula.

Lentamente, ele vai conquistando algumas amizades e se sente mais à vontade no ambiente escolar. Entre as novas experiências surge também as primeiras decepções, quando Jack Will (Noah Jupe),age com falsidade com ele. Aí entra a primeira grande lição do filme: toda história tem dois lados.


A família sempre o amparou e o incentivou a viver sem seu capacete de astronauta, levantam sua autoestima e o fortalecem para aguentar o mundo. O filme explora muito bem o ponto de vista de cada um, onde todos os membros da família querem se destacar na vida, cada um com seus objetivos.

“Extraordinário” conquista pela história engraçada e emocionante e por colocar em pauta algumas situações que todo mundo já enfrentou na infância, além de trazer diversas lições de vida. Confira alguma delas:

Seja sempre gentil: “Se você tiver que escolher entre ser correto e ser gentil, seja gentil”. Esse é um dos preceitos apresentados pelo professor Browne (Daveed Diggs) no começo do mês, na sala de aula, bem quando Auggie tem que se apresentar para os colegas. A frase provoca uma reação imediata nas crianças, que acabam aliviando nas perguntas ao menino. Nunca se sabe o que o outro está enfrentando, e o filme ensina que é preciso ser gentil e ouvir as pessoas antes de julgá-las.

É possível se arrepender dos erros: Quando se toma alguma decisão errada, sempre é tempo de voltar atrás e pedir desculpas. No filme, essa situação vale tanto para Jack, quanto para Miranda (Danielle Rose Russell), a amiga de Via (Izabela Vidovic), irmã de Auggie. Eles cometem erros e acabam afastando os amigos, mas quando percebem que fizeram besteira, encontram um jeito de se redimir, e isso vale mais do que qualquer coisa.

Toda história tem dois lados: Em qualquer relação, tudo tem duas versões, e ambas devem ser respeitadas. Claro que acabamos julgando apenas o que nos afetou, mas é preciso se colocar no lugar do outro, e procurar um motivo para as coisas. Quando Auggie descobre que Jack queria ser seu amigo, por mais que no começo tenha sido obrigação, ele passa a dar mais valor para o amigo, ainda que ele tenha falado sem pensar sobre sua aparência.

Nunca é tarde para realizar sonhos: Às vezes, passamos tempo demais preocupados com grandes problemas, e acabamos deixando nossos sonhos de lado. Tudo bem, nem sempre dá para conquistar o que queremos, mas não existe um prazo para realizar objetivos. Prova disso é a mãe de Auggie, Isabel (Julia Roberts), que consegue concluir sua tese de mestrado depois de anos cuidando do filho. A conquista pode vir tarde, mas tem o mesmo gosto de vitória.

Todos podem se destacar: Quando passamos muito tempo admirando outras pessoas, ou vivendo em função delas, é difícil perceber nosso verdadeiro valor. Perdemos até a vontade de se destacar, achando que não devemos. A irmã de Auggie nunca recebeu a atenção da família, já que o pequeno precisa de cuidados mais próximos. Porém, ela acaba se destacando no teatro, e todos vão prestigiá-la. O filme mostra, através de Via, que todo mundo pode ser extraordinário.

O filme é realmente muito bom. Recomendo ler o livro e assistir ao filme! São experiências que valem a pena e aproveitem para levar os ensinamentos da história para a vida!

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