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Campanha da Fraternidade 2012
Tema: Fraternidade e saúde pública
Lema: “Que a saúde se espalhe sobre a terra

Todos os anos durante o período da quaresma, tempo de conversão, a CNBBConferência Nacional dos Bispos do Brasil realiza a Campanha da Fraternidade, que visa despertar a solidariedade de seus fiéis e de todo país em meio a um problema que envolve toda a nação, buscando uma solução para ele.

Para o ano de 2012, a CNBB sugeriu o tema “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a terra”. A Campanha da Fraternidade 2012 irá debater a realidade da saúde no Brasil, para colaborar na qualificação e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), e busca a melhoria da qualidade de vida da população, dos serviços e do acesso a eles.

A Campanha irá mostrar como o sistema de saúde funciona, e irá trabalhar no sentido de que as pessoas também assumam a sua própria saúde. Saúde, que não é só o bem-estar físico, mas o trabalho, a casa, a convivência serena com os outros, o emocional, a qualidade de vida e etc. Um modo de viver que ajuda as pessoas sobreviverem, mas que muitos não tem.

Outro problema da saúde pública que a CF irá tratar é a reflexão das pessoas quanto à mercantilização da saúde, que hoje está muito ligada a um modelo centrado no poder dos hospitais, o combate a doenças, à influência da indústria farmacêutica no sistema de saúde, discussões ligadas aos planos de saúde e privatização da saúde, enfim temas importantes para serem colocados em pauta, pois a população busca e defende uma saúde pública gratuita, mas que seja de qualidade.

A CF também irá abordar que a prevenção de doenças depende de uma alimentação saudável, atividades físicas, cuidados pessoais e incentivos a debates sobre prevenção e saúde envolvendo a comunidade e o Conselho Municipal de Saúde para socializar informações.

Apresentação do Cartaz da Campanha da Fraternidade 2012


O cartaz da Campanha da Fraternidade 2012 atualiza o encontro do Bom Samaritano com o doente que necessita de cuidado (Lc 10,29-37). A mão do profissional da saúde, segurando as mãos da pessoa doente, afasta a cultura da morte e mostra a acolhida entre irmãos (o próximo). A Igreja como mãe, aproxima-se e cuida dos doentes, dos fracos, dos feridos, de todos que se encontram à margem do caminho.

O profissional de pé, o enfermo sentado, olhos nos olhos, lembram o compromisso e a dedicação do profissional da saúde, no processo de cura do paciente, e a confiança do doente naquele que o acolhe e cuida. A acolhida e o cuidado aliviam a dor, estabelecem uma relação de confiança decisiva para a cura e superação das barreiras sociais.

A cruz, que sustenta e ilumina o sentido do cartaz, recorda a salvação que Jesus Cristo nos conquistou. Ela ilumina a vida humana, a morte, as dores, o sofrimento das pessoas sem assistência de saúde. Ela também que ilumina o encontro entre o profissional da saúde e o doente, pois aponta para a esperança da transformação completa: um novo céu e uma nova terra.

A alegria do encontro retratado no cartaz recorda aos profissionais da saúde que foram escolhidos para atualizarem a atitude do Bom Samaritano em relação aos enfermos e mobiliza os gestores do sistema de saúde a se empenharem para possibilitar atendimento digno e saúde para todos. Que a saúde se difunda sobre a terra.

Fonte: Mundo Jovem