Tags

, ,

“Não chore o que perdeu. O que foi embora não era seu, e o que é acabará voltando.
Agradeça pelas perdas necessárias e pelos ganhos merecidos.”

As perdas na vida é um tema universal, todos nós corremos riscos que leva a perdas e ganhos. Nunca conheci alguém que somente vencesse na vida, ou que fosse um eterno perdedor. Perder um parente, uma oportunidade, um emprego, uma chance de ser feliz, um amor muitas vezes, dói, machuca, incomoda e frustra, porém isto é um momento da vida.

A maioria das pessoas conseguem dar a volta por cima destes momentos de perdas e continuar vivendo, visto que, estas fases acabam dando força para arriscarmos e viver melhor, pois nos ensina a alcançar a maturidade e ter um melhor equilíbrio psicológico.

Eu também já passei por algumas perdas em que fiquei me perguntando e não entendendo os “porquês” e fiquei confrontando comigo mesma, mas depois de um certo tempo, sempre vinha a razão e passei a enxergar que certas perdas tem importância na vida, por isso, por causa delas, não devemos nos sentir “vítimas ou derrotados”, pois a vida é feita de riscos e quem não arrisca, não perde e nem ganha, não aprende com as circunstâncias e não cria oportunidades, afinal tudo de novo que acontece, é gerado por nossos atos.

Na maioria das vezes as perdas são necessárias e amadurece a nossa capacidade de superação, valorização, e amor próprio, fazendo-nos ter maior orgulho e maior senso analítico para não aceitar o mínimo que alguém fazia, ou seja, muito pouco para nos oferecer. No caso de perda por morte nos tornamos mais fortes para enfrentar as surpresas da vida. Enxergue além da perda em si, e analise o que você ganha ou que ganhou com elas. Sim, para muitas perdas, há ganhos!

Em alguns destes momentos me indicaram ler o livro “Perdas Necessárias” da autora Judith Viorst, lendo o livro, compreendi que algumas perdas são realmente necessárias. O livro trata de “amores, ilusões, dependências e expectativas impossíveis que temos de abrir mão para crescer“. Trata das perdas, desde a separação do bebê e da mãe, da saída da fase criança, da perda da adolescência pela entrada no mercado de trabalho, das decepções amorosas, divórcios, separações, perda da juventude com a chegada das rugas e cabelos brancos e da morte de nossos amigos e familiares.

Porém, o livro vai muito mais além, ele nos esclarece como encarar estas perdas que são necessárias para o nosso próprio desenvolvimento. Também já ouvi falar que não é o dom que faz a diferença na vida, mas,  sim o modo como você trata as adversidades que se interpõe na rota de seu destino. Judith diz como tratamos as perdas, para nos propiciar um auto aprendizado, e assim podermos evoluir enquanto pessoas e seres humanos.

A vida é feita de momentos, marcada por repetições e continuidade, mas é também aberta a mudanças, e para crescer, devemos renunciar a muitas coisas, pessoas e projetos, pois não se pode amar profundamente alguém, ou alguma coisa, sem se tornar vulnerável às perdas, pois se formos “pés no chão” e olharmos bem para a realidade, “nada fica para sempre… se vai naturalmente.”