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Em tempos modernos parece que o amor realmente está acabando, é cada vez mais difícil encontrar o romantismo entre as pessoas, entre o homem e a mulher. Parece estar acabando toda a ilusão do amor, os sentimentos verdadeiros, o carinho entre o homem e a mulher, o respeito.

Hoje o frio na barriga, a expectativa de conhecer alguém especial está á um clique, tudo está muito fácil o ser humano não respeita os sentimentos dos outros, hoje você se conhece por um clique, amanhã você já é deletado. A tecnologia é muito boa, mas acaba com as relações verdadeiramente amorosas, com o respeito e com o carinho.

Eu admiro muito os casais que não se deixam levar por futilidades que acabam com uma relação, por algo que depois você vai ver que não vale nada e você acaba perdendo tudo. É muito bonito as pessoas que ainda sabem o que é o verdadeiro amor e o significado de uma família, quando vejo casais assim me faz acreditar que o verdadeiro amor ainda existe, que ele ainda não acabou e que ele sempre venceu e sempre vencerá.

Casal que admiro muito e que tenho como exemplo é Kaká e Carol, casal lindo que construíram uma bela família e sabem o valor dela, eles são uma inspiração e exemplo para o meu esperado casamento em que sonho um dia ter uma família assim.

Mas o verdadeiro amor só é possível quando você deixa de ser egoísta e individualista e passa a dividir as coisas com o outro. Voltando no tempo na história da Criação e a sua própria vida hoje, no mundo moderno, no começo, há apenas você, mas para amar você precisa sair do centro e criar um espaço para um outro.

O amor só começa quando isso é feito – você “sai do caminho” para dar espaço à outra pessoa em sua vida.

Em outras palavras, se você é egocêntrico, não está preparado para o amor. Se for egocêntrico, não consegue criar espaço suficiente para cuidar de outra pessoa. O amor verdadeiro não é somente criar esse espaço em sua vida para outra pessoa, mas também respeitá-lo e mantê-lo. É fazer parte e, ao mesmo tempo, manter afastado da vida de alguém.

Quando você conseguir se retirar do centro e criar um espaço para outra pessoa, precisará desenvolver uma sensibilidade apurada para perceber como o seu parceiro é especialmente diferente – como é outro. Quando nos apaixonamos por alguém, temos a tendência de notar o que temos em comum e de ignorar as diferenças; é isso que a expressão “o amor é cego” significa.

Entretanto o amor verdadeiro não é cego. Ele enxerga – visualiza as diferenças, as diversidades, o bom e o ruim. Sentir um amor verdadeiro é enxergar e, mesmo assim, amar.

Em hebraico, o verbo “ver” tem ligação direta com o verbo “respeitar”; ou seja, enxergar com os olhos do amor verdadeiro significa ver, aceitar e respeitar aqueles que amamos como realmente são, sem que projetemos neles nossos sonhos e nossas fantasias.

Tudo isso é muito difícil, porque quase sempre tentamos “encaixar” aqueles que amamos em nossas visões do que é o amor. E, se não se “encaixam direito”, tentamos modificá-los.

Porém, se conseguimos ver não somente o que temos em comum com aqueles que amamos, como também as diferenças, e se apreciamos e aceitamos essas diferenças, podemos dar o próximo passo: a doação de nós mesmos aos nossos companheiros. Simultaneamente, devemos permitir que eles façam o mesmo. Assim, permitiremos que criem para nós um espaço na vida deles, que reconheçam e respeitem a nossa diversidade e que se dêem a nós.

É como abraçar. Para abraçar alguém, você cria um espaço com os braços para incluir quem abraça. Mas, é claro, isso deve ser feito de modo que a outra pessoa também possa abrir os braços para incluir você. Se o “dar ”e o “receber” não acontecem simultaneamente, o relacionamento não acontece, não tem como dar certo. Não é amor, mas sim, algo que só cria desentendimento e infelicidade, e eventualmente, o relacionamento termina.

Qual é o propósito da vida? É o amor. A essência da vida – o desígnio da vida – é o amor. Qual é a energia que move o mundo? O que nos guia e nos faz prosseguir na vida? A resposta é o amor.

No final das contas, todo mundo quer amar e ser amado. As letras das músicas populares sobre o amor dizem a verdade: “O amor faz o mundo girar”, “O amor é tudo de que você precisa”. Mas não é tão fácil; é bastante trabalhoso.

Os componentes do amor verdadeiro são bondade e justiça – e é muito difícil alcançar esses dois ideais. Bondade é a energia de si mesmo, é dizer “o que é meu é seu”, sem condições ou limitações. Justiça é o respeito que se tem por outra pessoa, pela sua individualidade, pela sua posição e por suas possessões: “O que é seu é seu”. Não é nenhuma espécie de negócio.

Independente da posição que você tenha na vida, você deve saber respeitar, saber seus limites para não magoar o outro, pois afinal de contas mesmo que você termine uma relação para se sentir por cima, para dizer que é melhor que o outro porque foi você que terminou, no seu íntimo você sabe que somos todos iguais, na hora da morte todos são enterrados, viram pó e irão pagar seus pecados de acordo com o que viveu aqui na terra.

É hora das pessoas acordarem para a realidade, parar de viver a ilusão, de expor o que não é, e o quanto mais tem quer ter, querer experimentar tudo, viver uma vida de números quando na realidade não se tem nada está sempre sozinho, ficam e ficam, mas no fim estão sempre sozinhos não encontram o verdadeiro amor, estão sempre sozinhos vivendo uma vida de aparências de egoísmo e individualismo, enquanto o que é bom mesmo é viver a realidade da vida o verdadeiro e respeitado amor onde a outra pessoa gosta de você pelo que você é, e não pelo que está exposto para ser escolhido através de um clique como se fosse um objeto ou arquivo que amanhã será deletado.

Os dois componentes fundamentais do amor – a bondade e a justiça devem ser aprendidos, pois eles abrem os caminhos do amor e assim, podemos criar um mundo em que se pode receber a dádiva do amor e sempre fazer ele vencer não deixando que nada e ninguém destrua este sentimento que faz o mundo continuar. Devemos sempre acreditar que mesmo com a banalização do verdadeiro amor por algumas pessoas ele sempre vencerá, pois apesar de tudo “os bons ainda são a maioria”, basta acreditar.

Fonte: Livro Luz Infinita – Rabino David Aaron – Editora: Sêfer


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