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A pressão por ser feliz pode atrapalhar seu caminho para viver melhor. Novos estudos propõem como cada um pode encontrar seu próprio bem-estar.

Depois de estudar a busca da felicidade por mais de 20 anos o ex-presidente da Associação Americana de Psicologia, professor da Universidade da Pensilvânia, considerado o mestre da psicologia positiva, Martin Seligman, afirma ser tolice elegê-la como a única ambição na vida e concluiu que é preciso relativizar a importância das emoções positivas.

“Perseguir apenas a felicidade é enganoso”, diz Seligman. Segundo ele, a felicidade pode tornar a vida um pouco mais agradável. E só. Em seu lugar, o ser humano deve buscar um objetivo mais simples e fácil de ser contemplado: o bem-estar.

Em seu novo livro, Flourish (Florescer), Seligman apresenta cinco fatores fundamentais para viver bem. A felicidade (emoções positivas), seria apenas um deles, ao lado de propósito, realização, engajamento e relações pessoais.

O que importa para viver bem

O psicólogo Martin Seligman afirma que a felicidade é só um dos elementos responsáveis por nosso bem-estar. Conheça os outros:

Um fator importante para conseguir superar a dificuldade é o otimismo. “Os otimistas são mais esperançosos, flexíveis, saudáveis e têm um desempenho melhor do que o esperado no trabalho, na escola e nas relações”, afirma Martin Seligman. “Eles pensam que os efeitos das dificuldades são temporários, e suas causas, específicas, delimitadas. E que a realidade é mutável.”

A principal vantagem da teoria do bem-estar é permitir a qualquer um, independentemente de sua personalidade ou condição de vida, alcançar uma situação melhor. Viver bem não depende só das emoções positivas, mas também de outros quatro fatores, em que cada um pode encontrar seu próprio caminho.

“Minha razão para negar um lugar privilegiado para a emoção positiva é a libertação”, afirma o psicólogo em seu livro. “A visão de que a felicidade está ligada ao humor condena 50% da população do mundo, que é introvertida, ao inferno da infelicidade.”

Na teoria do bem-estar, ou do florescimento, quem não é “para cima” pode compensar adicionando propósito e engajamento à própria vida. Por esse raciocínio, nem todo mundo conseguiria ser exatamente feliz, mas todos podem viver bem.

Em vez de tentar se adaptar a outro jeito de ser, de buscar o bem-estar em terras longínquas, é possível cultivar um jeito próprio de viver bem.

Fonte: Revista Época